terça-feira, 30 de setembro de 2014

Rat - Conhecendo a cultura (por Rabugento)

   Amigos hoje dou início a uma série de postagens sobre o universo rat. Tentarei explicar sobre o estilo, a filosofia de vida de um "Rateiro", e outros detalhes que fazem parte do mundo da ferrugem.

Antes de qualquer coisa eu preciso explicar que as postagens que serão apresentadas aqui, são minha visão do que é um carro no estilo Rat, portanto você poderá achar em outros sites ou blogs falando sobre o estilo algo diferente. Ou seja, é como eu enxergo o estilo.

Vamos lá, vamos começar por uma parte muito importante para um rat, a pintura (ou a ausência dela).

Rat - Pintura

   A pintura não é algo que o dono de um rat se preocupe tanto, por geralmente estar queimada, com lascas e muitas vezes com ferrugem, a controvérsia é um ponto interessante nisto tudo. A pintura queimada e com ferrugem em contraste com um jogo de rodas bem pintado e uma mecânica em perfeito estado é a ideia de controvérsia de que falo.

   O dono de um rat ao ver um carro pela rua com pintura queimada já imagina logo como ele ficaria com aquele jogo de rodas impecável e bem baixo. Faz parte de nossa filosofia, não importa a aparência, o importante a felicidade que o carro irá nos proporcionar em viajar e encontrar os amigos de verdade.


A pintura, geralmente gasta pelo tempo ou pela exposição ao sol fazem parte de um bom rat.


Partes com cores diferentes e com ferrugem aparente estão dentro do estilo, não importa se está com amassados ou lisa.



A ferrugem (acima) e a pintura rachada ou desplacada (abaixo) mostra mais exemplos de "pintura" rat.




Outros detalhes relacionados a pintura, é que as rodas em sua maioria das vezes são bem pintadas, sejam elas originas (clássicas) ou rodas esportivas de época, podendo ou não conter faixa branca. O estilo é muito livre no quesito customização, mas as rodas bem pintadas são um detalhe que geralmente chamam muito a atenção e estão dentro dos pontos a customizar.








A pintura queimada da carroceria também contrasta em muito com os detalhes cromados do carro, que normalmente são bem inteiros e com o brilho em estado de novo.



Não é uma regra, mas quase sempre você encontrará um rat bem baixo, mesmo que as estradas não permitam isto (infelizmente). A pintura fosca, intencional ou decorrente do tempo é muito bem vinda


Usando o meu fusca (o Rabugento) para demonstrar um pouco do estilo é visível alguns dos detalhes sobre pintura que comentei ao longo da postagem.


As rodas com a pintura bem feita e brilhante, o uso das faixas brancas no pneu e a altura (mesmo que as ruas não ajudem no estilo)...


...a lataria amassada em alguns pontos e os pontos ferrugem aparente e as partes com cores diferentes ou com tinta de fundo aparente (abaixo).


   Eu não concordo em se você tiver um carro em bom estado e tentar "criar" artificialmente um rat, pois uma coisa é ele ter sofrido o desgaste natural do tempo, outra é você mandar uma lixadeira para cima dele e depois caprichar nas esponjas de aço embebidas com vinagre ou outra solução ácida. Quando você faz isso com seu carro você vai contra um dos princípios em que acredito para um rat de verdade, ele deve surgir naturalmente, pois num rat o importante não é a aparência (claro que acho muito bonito um rat), mas sim ter a certeza de que seu carro vai te levar onde você precisar. Mas claro que esta é minha opinião, alguém pode achar completamente normal mandar ver na lixadeira, e deixar o ferrugem chegar, forçando o estilo rat. Mas acredite, você estará apenas entrando numa "modinha".

   Rat não é moda. Rat é filosofia.

   O estilo é muito abrangente, você pode criar muita coisa ou customizar ao seu gosto, mas fica show quando toda a customização feita denota uma coerência, mostra uma customização de bom gosto. Com toda a certeza você já viu um carro extremamente íntegro e bonito, digno de placa preta que estava tão cheio de detalhes que acabava se tornando mais uma piada de customização do que um belo carro. Se no seu projeto você lembrar da coerência e sempre tentar enxergar se aquilo integra bem ao seu carro, certamente você está no caminho certo. Claro que beleza é um ponto de vista muito pessoal, no fim o importante é ser feliz com seu original ou rat.

   Espero que tenham gostado, esta é a primeira de uma série de postagens sobre o mundo Rat. Se você gostou ou não e quiser debater ou ter ideias para seu projeto futuro fique a vontade para deixar seu comentário ou me mandar um e-mail através do: andershadow@gmail.com. Terei prazer em conversar sobre o estilo e desmistificar muita coisa relacionada a filosofia rat.

Até breve

Rabugento

6 comentários:

Fabio Nani disse...

Muito bom o post!

Quando vamos a um encontro de antigos, dentre as centenas de beldades brilhantes e polidas, se há um rat e ele que mais chama a atenção. Há uma especie de carisma natural, quem entende um pouco admira, quem nao entende se aproxima por curiosidade... Acha graça! Enfim, é muito massa!!!

A Maria tá no caminho... Antes de voltar a ser brilhosa ela vai desfilar de ratazana por um tempo.

Sobre as rodas... Ja estou levando pra Mt Amanhã mesmo! Kkkkkk

Anderson disse...

Opa, beleza meu amigo. Faço questão de deixá-la bem ao estilo. Uma pena que ela vai ser pintada e ao mesmo tempo que bom que será pintada. Hehehehe. Valeu pelo comentário.

Alexandre disse...

Muito bom Anderson!

Quem sabe ainda este ano estarei com o meu RAT rodando ao lado d vcs... abraços!

igor disse...

Meu irmão! Sou adepto total do estilo! Sempre admirei o teu carro, nem pelo aspecto, mas (como tu falou) pela cultura.

Cultura rat. Cultura custom. A originalidade marcada pelo tempo, pelas histórias por trás do carro. É uma condição de respeito total a tudo isso.

Isso é cultura. Chega até a ser poético!

O Rhino está se tornando um belo rat, já que não tenho uma garagem coberta pra ele, além da história dele comigo já (que só os amigos sabem que ele é meu). kkkk

E em breve, vou postar, também, algo sobre o estilo. Exatamente a minha visão do estilo.

Ótimo post como sempre!!

Arte Rat disse...

Estilo?! Deculpe mas Rat é Cultura... Essa, que não se emprega ano, marca ou modelo... Nomes são vários... RatLook... RatVolks... Rat Rod(os que surgiram primeiro) ...entre outros... Enfim... RAT Culture... Sem essa de ano , marca ou modelo... E seja resgatado do abandono ou Custom... Rat é Rat.

Anônimo disse...

Cultura, estilo de vida, estilo, filosofia. Aff. Pelamor, admitam, rat hoje virou só mais uma versão do "custom". É modinha sim, se fosse só pra levar de um lugar pro outro não ia ter esse monte de roda chique gigante que custa mais caro que uma Weber 40. Quero ver daqui a 20 anos pra onde é que esses carros com aro 17 rebaixados com cambagem torta vão levar alguém com chassis tudo trincado. Patético, tão pegando um monte de fusquinha bom e condenando. Mas que se dane, cada um sabe o que faz com seu dinheiro e seu carro. Só não venha dizer que é estilo de vida, que é contra moda, porque é puro modismo importado da gringa, assim como "foodtruck" e corte militar dos anos 60 com barba grande, até cantor sertanejo tá usando isso já. Assume logo que quer só chamar atenção e se caga pra curtir o carro, assim como esses zé maçaneta original da época em que ninguém era nascido com marquinha da Volks, cês tão tudo dentro do mesmo pote.