domingo, 5 de novembro de 2017

Cangaceiros no Rabugento até Goiana - 13, dia dos Templários do Asfalto

   Vasculhando os bastidores do blog, descubro esta postagem que nunca foi ao ar, estava na página de rascunhos, não sei e nem lembro por qual motivo ela deixou de ir ao ar (risos), pra ser mais preciso era para ter ido ao ar em meados de fevereiro de 2014 (quase 4 anos atrás). O melhor é poder revisitar bons momentos como esses e dar boas risadas.

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Já dirigiu a noite? Já dirigiu numa rodovia a noite? E num fusca?

   Muitas pessoas podem imaginar que somos loucos, três amigos dentro de um fusca rodando mais de 120 km. Mas como é bom poder descontrair, pegar seu fusca e dirigir uns bons quilômetros no frio da noite e principalmente acompanhado de amigos, depois daquele dia de caos em que as ruas do Recife se tornaram as vésperas da copa, obras e mais obras, para um lado e para o outro, o que se vê são intermináveis filas de carros parados num trânsito infernal.

   Mas como é bom poder, depois de toda essa correria, desopilar e encontrar amigos e irmãos. Fomos no Rabugento, eu, Fábio Nani e Igor Barros, e em seu chevrolet corsa, Francisco e os amigos Luciano e Ítalo.

   Nos encontramos num posto de gasolina as margens da BR-101 na cidade de Goiana (PE), mais ou menos no meio termo entre Recife e João Pessoa, fomos nos encontrar com os Templários do Asfalto, amigos de longa data, sempre juntos por essas estradas.
   Todo dia 13 de cada mês é considerado o dia do encontro aberto a toda galera que deseja conhecer um pouco mais de perto os Templários. E no fim de tudo temos um somatório de belos carros, clássicos de várias marcas e estilos, porém o mais importante é a amizade dos grupos. E depois de boas conversas, um lanche e algumas fotos, o senso de dever nos chama e temos de voltar para casa, mais quilômetros rodados na escuridão da BR-101, mas tendo a certeza de que os problemas do dia-a-dia ficaram para trás de cada metro rodado. No dia seguinte a rotina começa novamente, mas ficamos com boas lembranças dos bons momentos ao lado dos amigos.





Uma das melhores configurações do Rabugento




Fusca pré-1970 que pertencia a época ao Templário Pérlhio

A Puma "snake" pertencente ao Templário Elias Jácome










T.T. ou tempra turbo do Templário Rodrigo Simão



Ficam as fotos e as boas lembranças de bons momentos.
Os créditos das fotografias são do Cangaceiro Igor Barros.

Rabugento Cultura Custom
Cangaceiros VW's de Pernambuco

sábado, 28 de outubro de 2017

O fim do freio a tambor nas motocicletas - Ao menos na roda dianteira

   Como um sistema que não existe mais nos carros já há bastante tempo, ainda persiste em existir nas motocicletas de baixa cilindrada?

O arcaico freio a tambor

   Pois é, infelizmente em meados do fim de 2017 ainda temos motos sendo vendidas com o velho sistema de freio. Mas isso está com os dias contados, ainda que devido a necessidade de uma lei para tal, mas chega em mais que boa hora.
   A existência desse superado sistema se deve ao fato de que tanto a indústria de motocicletas "empurra" goela a baixo o freio a tambor nos consumidores, bem como os próprios clientes acabam aceitando, em parte em troca de "pagar menos", mesmo sabendo das qualidades do freio a disco. E como nesse país, meio que as coisas (certas coisas) só funcionam na base da lei e de doer no bolso de alguém, enfim o sistema a tambor vai desaparecer.

Frenando errado!

   Acontece que muitos motociclistas tem a errônea impressão de que deve frear a motocicleta apenas com o freio traseiro e já quase parado usar o freio dianteiro, uns por desinformação, outros por receio de capotar com a moto, contudo a maneira correta de usar os freios, é usá-los ao mesmo tempo, tanto o traseiro, quanto o dianteiro, pois essa atitude reduz a distância de frenagem substancialmente em comparação a frear com apenas uma das rodas.

A imagem mostra essa diferença

O que a lei diz

   Se quiser conferir a resolução do Contran é só clicar aqui!
   Mas trocando em miúdos, entre 2016 e até 2019, as fabricantes ou importadoras deverão produzir ou importar motocicletas e afins com freio ABS, CBS ou ter ambos os sistemas nos veículos.

   A diferença no uso dos sistemas é a seguinte, para motocicletas até 300 cilindradas, deverá ter o sistema ABS ou CBS e para motos com 300 cilindradas ou mais, é obrigatório o sistema ABS.

ABS x CBS

   E qual a diferença entre os sistemas?

   No caso do ABS (Ant-block system), um sistema eletrônico impede que a roda trave em frenagens mais fortes ou quando a aderência se torna baixa, no caso de chuva o cascalho na pista, fazendo o freio trabalhar sempre no limite ideal de frenagem.

Sistema ABS

   Enquanto que no sistema CBS (Combined brake system), esse sistema funciona quando se aciona o pedal do freio traseiro, o sistema aciona os dois freios ao mesmo tempo.

Sistema CBS

Certo, e qual o melhor sistema???

   Por exigir freio a disco nas duas rodas e trabalhar sempre no limite entre frenagem ideal e evitar o travamento das rodas, o sistema ABS é mais eficiente que o CBS. Mas ter um dos dois na motocicleta já é melhor que ter um freio a tambor na roda dianteira.


Ainda sobre a resolução

   A resolução determina o seguinte:

A partir de 1º de janeiro de 2016, 10% das motocicletas produzidas ou importadas deverão possuir um dos sistemas, em 2017, 30%, 2018, 60% e em 2019 100% das motocicletas deverão estar obedecendo a resolução.

A Yamaha RD350 da primeira geração era muito potente, em contra-partida os freios a tambor eram muito fracos para domar tanta força, e não à toa ela ganhou a fama de "viúva negra".

 A versão seguinte corrigiu este problema, roda dianteira om dois disco ventilados e mais um disco ventilado na roda traseira

Considerações finais

   Seja por meio da força da lei ou pela deliberação própria das industrias, o certo é que enfim as coisas estão mudando e motos com esse sistema antigo de freio estão com os dias contados, essas mudanças trarão gradativamente uma maior consciência sobre segurança no trânsito. Poderiam ser incluídas aí a obrigatoriedade no uso de roupas adequadas, bem como calçados mais seguros para pilotagem.

   Não custa lembrar que a segurança do motociclista quem faz é ele mesmo. Acima de tudo, consciência no trânsito.

Até a próxima

Rabugento Cultura Custom